*Alice*
(...) A dor é fisica, ela percorre pelos braços e vai até as pernas, o coração palpita, antecipa um medo, mas é difícil identificar o gatilho (o que desperta este medo), ela está sentada, em um apartamento silencioso, em um lugar, que dizem ser um dos mais seguros do mundo, há luz solar, há silêncio, há PAZ, mas dentro do corpo e da mente, não há um espaço vazio, é impossível respirar. Tem 31 anos, sente isso desde os 14 anos, sempre pensou que fosse AMOR, mas descobriu, depois de um longo processo psicoterapêutico, que esse sentimento está tão longe do AMOR, quanto os homens (com quem ela teve fortes conexões) estão longe da Sanidade Mental, em certo ponto, eles quase a enlouqueceram e no limite do que sempre lhe restava de sanidade, ela duvidava de si mesma, dos seus pensamentos, do que sentia e fazia. Era como se a mente não combinasse com seu corpo, e o coração estivesse desconectado dos dois. Existiam sempre, três pessoas nela: uma que sentia dor física, outra que sentia dor emocional e uma terceira que pensava que o coração podia aplacar o sofrimento das três. Como diria um velho escritor, Coração é terra de ninguém ... E ela NUNCA amou nenhum desses homens, e eles nunca a amaram, mas as FALTAS de ambos, ah, essas sempre se completaram. Eles se esgotavam, um de querer preencher, dominar e manipular o outro, até que voltavam para casa, vazios, magoados e ainda, desconectados. Essas três pessoas tinham um problema, elas precisavam andar juntas, mas invevitavelmente, elas sempre se contrariavam. A briga era com os outros, com elas e entre elas. (...)
Comentários
Postar um comentário